sexta-feira, 29 de maio de 2009

Prima - Vera

PRIMA - VERA

Ah! minha querida com saudade me recordo de ti
Me recordo daquele tempo em que me fizestes sorrir
Que podes colorir meu carnaval
Carnaval este que nem mesmo a ti pertencias
Que no desabrochar das flores
Trazias em sua pétala o cheiro do amor

Ah! minha querida com saudade me recordo de ti
Hoje apesar dos anos passados, te vejo jovem
É pena que não és mais minha
Porém continua sendo nossa,
Seu encanto ainda me ilumina no caminho
É de seu canto (plagiando os pássaros)
Que esforço meus gritos

Ah! minha querida é com saudade que me recordo de ti
Tenho que te confessar minha angustia
Sofro de uma angustia, que mistura à inveja, e é temperada pelo egoísmo
Pois a cada ano seu, te torna mais bela e menos minha,
Enquanto isso eu envelheço, meu pensamento se aposenta,
Mais meu amor por ti insisti em queimar.

Ah! minha querida, doce, traiçoeira e bela Prima – Vera.
Quantas saudades tenho de ti, mesmo que presente aqui
Não és minha,
em ti há algo que não morre
E que de mim fugiste,
Por isso tu amas a juventude minha querida
E insisti em me abandonar.

Não ti culpo minha querida, é com saudade que me recordo de ti,
Se naquele tempo eu tivesse compreendido melhor
Talvez se você tivesse me explicado melhor,
Talvez se eu quisesse entender,
Talvez eu tenha entendido,

Apesar dos tempos idos
O que resta agora é uma saudade imensa de quem está tão presente
Mais não sorri somente pra mim
Minha querida Prima – Vera.

Um comentário:

  1. acho esse poema perfeito.....
    continue assim,você tem muito talento!

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